A
educação inclusiva, em especial das
pessoas com surdez, tem sido pauta
constante nas discussões educacionais, centrando-se na aceitação de uma língua
ou de outra.
O problema da educação das pessoas com surdez não pode continuar
sendo centrado nessa ou naquela língua, como ficou até agora, mas deve
levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa
questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas. Deve-se discutir a presença obrigatória de quem
age, produz sentido e interage: a pessoa
com surdez. É importante frisar que a perspectiva inclusiva rompe fronteiras,
territórios, quebra preconceitos e procura dar ao ser humano com surdez, amplas
possibilidades sociais e educacionais.
Isso nos
faz pensar num sujeito com surdez não reduzido ao chamado mundo surdo, com a
identidade e a cultura surda, mas numa pessoa com potencial a ser estimulado e
desenvolvido nos aspectos cognitivos, culturais, sociais e
linguísticos, pois a concepção de pessoa com surdez
descentrada se caracteriza pela diferença, que, sob a força de divisões e
antagonismos, leva a pessoa descentrada a ser deslocada e a assumir diferentes
posições e identidades, Hall (2006).
Pensar
e construir uma prática pedagógica que se
volte para o desenvolvimento das potencialidades das pessoas com surdez, na
escola, é fazer com que essa instituição esteja imersa num emaranhado de redes sociais, culturais e de
saberes.
A
atenção deve estar centrada, primeiramente, no potencial natural que esses
seres humanos têm, independente de deficiência, diferença, limites ou mesmo do
marcador surdo. Nessas pessoas, se lhes forem criados ambientes propícios para
desenvolverem o seu potencial, as marcas do déficit, da falta, da falha e da
deficiência serão secundarizadas e será exaltado o seu potencial humano. Em segundo lugar, o foco deve
ser a transformação da
escola e das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas, pois compreendemos o homem como um ser
dialógico, transformacional, inconcluso, reflexivo, síntese de múltiplas
determinações num conjunto de relações sociais, com capacidade de idealizar e
de criar.
Pensando nisso, o AEE incorporou à sua prática
pedagógica contextos de aprendizagem definidos pelo professor da sala comum,
realizando pesquisas sobre o assunto a ser estudado e elabora um plano de
trabalho envolvendo os conteúdos curriculares. O professor de AEE entra em contato
com esse plano de trabalho para desenvolver as atividades complementares com os
alunos com surdez.
A elaboração do Plano de AEE inicia-se com o estudo das habilidades e necessidades educacionais específicas dos alunos com surdez, bem como das possibilidades e das barreiras que tais alunos encontram no processo de escolarização.
A elaboração do Plano de AEE inicia-se com o estudo das habilidades e necessidades educacionais específicas dos alunos com surdez, bem como das possibilidades e das barreiras que tais alunos encontram no processo de escolarização.
Conforme Damázio (2007), o AEE
envolve três momentos didático-pedagógicos:
Atendimento Educacional
Especializado em Libras (
diariamente, em horário contrário aos da sala de aula comum )
Atendimento Educacional Especializado de Libras ( realizado preferencialmente por profissionais com surdez )
Atendimento Educacional Especializado de Língua Portuguesa ( acontece na Sala de Recursos Multifuncional em horário oposto ao da sala de aula comum )
O AEE em seus três momentos procura oferecer aos alunos com surdez a oportunidade de se beneficiarem de ambientes inclusivos de aprendizagem.
Atendimento Educacional Especializado de Libras ( realizado preferencialmente por profissionais com surdez )
Atendimento Educacional Especializado de Língua Portuguesa ( acontece na Sala de Recursos Multifuncional em horário oposto ao da sala de aula comum )
O AEE em seus três momentos procura oferecer aos alunos com surdez a oportunidade de se beneficiarem de ambientes inclusivos de aprendizagem.
O AEE PS
deve ser visto como uma construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais,
em que a organização do conteúdo curricular não deve estar pautada numa visão
linear, hierarquizada e fragmentada do conhecimento. O conhecimento precisa ser
compreendido como uma teia de relações, na qual as informações se processam
como instrumento de interlocução e de diálogo.
As práticas de sala de aula comum e do AEE devem ser articuladas por metodologias de ensino que estimulem vivências, elimine as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas e que os levem a aprender a aprender, propiciando condições essenciais da aprendizagem dos alunos com surdez na abordagem bilíngue.
As práticas de sala de aula comum e do AEE devem ser articuladas por metodologias de ensino que estimulem vivências, elimine as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas e que os levem a aprender a aprender, propiciando condições essenciais da aprendizagem dos alunos com surdez na abordagem bilíngue.
Educação Escolar de Pessoas
com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção, p. 46-57.
DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento
Educacional Especializado do aluno com surdez.
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