sábado, 28 de junho de 2014

Por que olhar a deficiência?




O trabalho do professor do AEE assemelha-se ao texto “O modelo dos modelos” de Italo Calvino, uma vez que no AEE não existe um modelo a ser seguido. Pois cada criança requer um atendimento diferenciado, embora possua a mesma deficiência, cada criança é única, tem seu próprio tempo para aprender. O professor da SRM considera as peculiaridades de cada criança para avaliar de qual apoio elas precisam para superar suas barreiras de aprendizagem.   
O Atendimento Educacional Especializado não pode ser confundido com reforço escolar, pois ele acompanha e instrumentaliza o educando em sua trajetória escolar.
Cabe cada vez mais pensar em propostas e estratégias educacionais destinadas para todas as crianças, de maneira lúdica, criativa e dinâmica.
Fazer com que todos tenham acesso ao aprendizado, utilizando a linguagem, o pensamento, o raciocínio, a memória, atenção, percepção e a psicomotricidade, formando o aprendizado desse educando.
O atendimento educacional especializado - AEE tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas.
Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela.
Não existe um tipo de deficiência que exclua a criança de ser atendida pela escola em classe regular, sob pena de denúncia aos órgãos da Educação e ao Ministério Público.

sábado, 31 de maio de 2014

RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA TGD - TEA

RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA TGD - TEA



Cartões de comunicação
Dentre os recursos de comunicação alternativa encontram-se os cartões de comunicação, os quais são confeccionados em formato de cartões com símbolos, figuras, fotos, representando um vocabulário variado e fácil de ser manuseado, são portáteis e podem ser levado pela pessoa para todos os lugares, seja em argolas (como chaveiro), carteira de bolso e etc.
         Os cartões de comunicação podem ser utilizados como meio de comunicação receptiva e expressiva em crianças com autismo, desde que já tenha intenção de comunicar-se e que esteja na fase simbólica de comunicação. 

                                                                               Cartão de comunicação
Cartão de comunicação






Público alvo: Crianças com TEA com dificuldades de comunicação, motora e interação social.

Local de utilização: a atividade pode ser utilizada na sala de AEE, na sala regular bem como em outros ambientes de acordo com o contexto em que a criança se encontra.

Descrição da atividade: A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: (substantivos, alaranjados; adjetivos, azuis; verbos, verdes; sujeitos, amarelos; expressões sociais, rosa e miscelâneas, branco).
Nesta atividade, ambos os professores (de AEE e da sala regular) poderão trabalhar diferentes conteúdos, tais como: substantivos, adjetivos,verbos bem como expressões sociais. Poderá, ainda, trabalhar as cores. As figuras escolhidas para os cartões devem ser o mais próximo possível da realidade da criança para que possa dá sentido e ver funcionalidade no seu uso.
Uma excelente alternativa para os professores de AEE trabalhar alunos com TGD.

Intervenção do professor de AEE: Com esta atividade pode-se usar a troca de figuras para comunicação com ações motoras do professor ou do aluno. Nesta atividade podem ser trabalhadas as letras e as cores associando-as às imagens e nomes. É uma forma de exercitar a linguagem expressiva ao fazer a leitura em voz alta dos nomes com ajuda do professor e ampliar o vocabulário através da escrita dos mesmos.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Informativo





Informativo
SURDOCEGUEIRA E DMU

          A surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla. Segundo o fascículo (AEE-DM), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.
          São consideradas pessoas com deficiência múltipla aquelas que "têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social"(MEC/SEESP, 2002).    



 NECESSIDADES ESPECÍFICAS DESSES ALUNOS

       O corpo é a realidade mais imediata do ser humano. Portanto, favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é de extrema importância.                  
    As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para servir como tentativa de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.  Devido às dificuldades fonoarticulatórias, motoras ou mesmo neurológicas, é comum nessas pessoas algum tipo de limitação na comunicação e no processamento e elaboração das informações recolhidas do seu entorno. Prioritariamente deve-se, portanto, disponibilizar recursos para favorecer a aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico, tanto verbal quanto em outros registros, como o gestual, por exemplo. Mesmo quando a deficiência predominante não é na área intelectual, todo trabalho com o aluno com deficiência múltipla e com surdocegueira implica em constante interação com o meio ambiente. Prever a estimulação e a orga- nização desses meios de interação com o mundo deve fazer parte do Plano de AEE.

ESTRATÉGIAS UTILIZADAS PARA A AQUISIÇÃO DE COMUNICAÇÃO

Segundo a professora Shirley, para os alunos surdocegos ou com deficiências múltiplas, existem formas diferentes de aprender e de se comunicar. De acordo com a especialista, o professor deve observar qual o meio de comunicação ao qual a criança se adapta melhor para utilizá-lo em seu aprendizado.
     Para as pessoas com surdocegueira e/ou com deficiência múltipla dividimos a comunicação em Receptiva e Expressiva, para favorecer a eficiência da transmissão e interpretação.
A comunicação receptiva ocorre quando alguém recebe e processa a informação dada por meio de uma fonte e forma (escrita, fala, Libras e etc). A informação pode ser recebida por meio de uma pessoa, radio ou TV, objetos, figuras, ou por uma variedade de outras fontes e formas. No entanto, comunicação receptiva requer que a pessoa que está recebendo a informação forme uma interpretação que seja equivalente com a mensagem de quem enviou tentou passar.
A comunicação expressiva requer que um comunicador (pessoa que comunica) passe a informação para outra pessoa. Comunicação expressiva pode ser realizada por meio do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, fala, escrita, figuras, e muitas outras variações.
Nas atividades do dia-a-dia com pessoas com surdocegueira, uma atitude pode ser tanto social quanto comunicativa, dependendo da reação e da interpretação de um dos pares, assim como da intenção da pessoa com surdocegueira. Mesmo no mais avançado uso da linguagem formal e da comunicação, a interação sempre representa um papel importante.
ü  Sua comunicação inicial é pelo movimento corporal e vocalizações.
ü  Precisam aprender por rotinas organizadas.
ü  A caixa de antecipação* será sua primeira estratégia de comunicação.

Caixa de antecipação
ü    qualquer objeto que permita guardar os objetos de referências de pessoas, ações, locais que começam a ter significado para a criança.
Objetos de Referência
ü    São objetos que têm significados especiais associados a eles, pois servem para comunicar sobre diversas situações.

ü    Eles tem a função de substituir a palavra, assim podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou conceitos.
ü    Possibilitam um distanciamento espacial ex: um outro ambiente e ou distanciamento temporal:ex: passado ou futuro (função antecipação).